

A Justiça de Ibaté determinou, em decisão liminar, a averbação premonitória dos bens do espólio do ex-prefeito Zé Parella, falecido em junho, e de outros três réus investigados em uma ação civil pública que apura um suposto esquema de fraude em licitações. O pedido foi feito pela promotora de Justiça Júlia Liers de Oliveira e acatado pelo Judiciário como medida de urgência.
Segundo a denúncia, uma empresa vencedora de pregões da prefeitura teria firmado contratos que, após sucessivos aditivos, aumentaram em quase 1000% o valor inicial. O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo declarou os processos irregulares, apontando falhas como a ausência de pesquisa prévia de preços e a extrapolação dos limites legais de aditivos.
As investigações sugerem que os contratos teriam sido usados como parte de um esquema de troca de favores, beneficiando cabos eleitorais e apoiadores políticos. O rombo estimado aos cofres públicos ultrapassa os R$ 10 milhões, configurando um dos maiores escândalos já registrados na cidade.
A decisão judicial busca garantir que, caso a condenação seja confirmada, haja patrimônio suficiente para ressarcir os prejuízos causados à população de Ibaté.
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E os vereadores "fiscais dos gastos públicos" aonde estavam durante isso?