

Ibaté vive um momento decisivo em sua história ambiental. Nesta semana, poder público, iniciativa privada, cooperativas, instituições de ensino e sociedade civil se uniram na Oficina de Resíduos Sólidos, promovida pela Prefeitura Municipal em parceria com o Instituto BioSistêmico (IBS) e a Raízen. O encontro marcou a segunda etapa do Diagnóstico Socioambiental Participativo e abriu caminho para um futuro mais limpo, justo e sustentável.
O objetivo foi claro: transformar o diagnóstico do município em propostas concretas. Entre as prioridades definidas estão o fortalecimento da cooperativa de reciclagem, a ampliação de ecopontos, ações permanentes de educação ambiental, a atualização dos mecanismos de fiscalização e a reativação do Conselho Municipal de Meio Ambiente.
A agenda seguiu na terça-feira, com reuniões na Prefeitura e uma visita à COOPERCICLA — Cooperativa de Trabalho de Catadores de Materiais Recicláveis de Ibaté. Há mais de 15 anos, a cooperativa transforma vidas, dando destinação correta a ferro, plástico, cobre, papel, papelão, vidro e embalagens longa vida. Mais do que preservar o meio ambiente, ela gera renda, dignidade e esperança para dezenas de famílias.
"Quando o morador separa o lixo e entrega o material limpo e seco, ele está ajudando o meio ambiente e valorizando o trabalho dessas famílias", destaca Renato Piccinin Lopes, Secretário Municipal de Planejamento Ambiental, Urbano e Rural.
A COOPERCICLA está de portas abertas para novos cooperados. Nos bairros ainda não atendidos, os moradores podem levar os recicláveis diretamente ao galpão, no final da rua Eduardo Apreia no Jardim Aparecidinha, ao lado da Escola Municipal Ruth Zavaglia Gomes.
As propostas debatidas servirão de base para a elaboração da Agenda Ambiental de Ibaté, documento que orientará futuras ações, investimentos e parcerias. O futuro da cidade passa por aqui — e depende de cada um de nós.