

A Justiça de Ibaté, atendendo a pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP), afastou imediatamente a diretoria da APAE e proibiu seus membros de acessar as dependências da instituição. A decisão, proferida em 28 de julho pela promotora de Justiça Júlia Liers de Oliveira, integra uma ação civil pública que apura supostos desvios de recursos e outras irregularidades.
Entre as medidas determinadas estão a nomeação de uma interventora judicial para organizar o inventário completo do patrimônio da entidade; a expedição de mandados de busca e apreensão de documentos e equipamentos; e a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.
Segundo a denúncia, o assessor jurídico, com apoio da presidente e da diretoria executiva, teria montado um esquema envolvendo nepotismo, fraude em processos seletivos, usurpação de funções, uso indevido de bens, má gestão de recursos públicos e criação de um ambiente de trabalho hostil.
O inquérito civil que investiga atos de improbidade administrativa segue em andamento, enquanto a interventora assume temporariamente a gestão da APAE para garantir a continuidade dos serviços e a apuração dos fatos.